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Segundo
o historiador inglês Roderick J. Barman, autor do livro
Princesa Isabel do Brasil (Editora Unesp, São
Paulo, 2003), a herdeira do trono e o conde d'Eu
passaram a receber em casa, a partir de 1877, nas noites
de segunda-feira, por duas horas, políticos
importantes, diplomatas estrangeiros e intelectuais
conhecidos. "Ocasionalmente, também davam recepções
maiores às segundas-feiras, com jantar, orquestra e dança,
seguidamente tinham a companhia de Dom Pedro II, o mesmo
confidenciou ter feito uma refeição em uma de suas
viagens ao interior da província, onde comeu carne
assada em fogo de chão (costela de vacum) conta Barman.
"Por vezes, foi solicitado aos serviçais de
cozinha, que tentassem repetir aquele prato, tão
comentado pelo Imperador.
Após
pesquisar o local de viagem onde foi saboreado aquela
guloseima (25/05/1880), foi localizado como sendo São Luiz,
hoje São Luiz do
Purunã - Pr. Vilarejo a
pouco mais de 40 km de Curitiba (ver
mapa
de acesso).
Hoje o prato é o programa principal da região, sendo
ofertado em muitos restaurantes de Curitiba.
Você pode se deliciar com o verdadeiro e muito original, que é servido
pelo Restaurante das Tropas, na Pousada
Cainã, a pouco mais de meia hora da capital.

Eriberto
Matoso, na obra Crônicas da Alimentação no Brasil (Europa
Editora, Lisboa -São Paulo, 2004), refere-se a uma
dessas recepções, oferecida em 1883, ao príncipe
Henrique, filho do herdeiro do Império alemão, a que
compareceram 500 pessoas. Transcorreu no atual Palácio
Guanabara. O banquete iniciou-se às 14 horas e
encerrou-se às 19h30. O cardápio, obviamente escrito
em francês, tinha pastéis de foie gras, consommé
royal, purée de choux-fleurs à la crème, garoupa
cozida à la chambord, pato selvagem em aspic, filet à
la Richelieu e doces variados, bem como vinhos e licores
finos, sendo oferecido ao final, após horas de espera
pelos convidados, o prato principal, 36 costelas
inteiras (ver fotos)
assadas em fogo de chão.
Matéria
publicada na edição 165 - Julho/ 2006
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